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Roteiros

Sardenha: Uma ilha para quem gosta de praia

Este ser√° o ultimo post sobre aquele que come√ßou por ser um destino non grato, mas que rapidamente e sem fazer muito por isso, mostrou o seu potencial e deu cartas demonstrando ser uma magnifica surpresa – a calando-me por completo e ter de dar o bra√ßo a torcer… coisa que me irrita um pouquinho, tenho de admitir.

Mais duas horas de caminho separaram Palau de Porto Torres. Uma estrada mais perto da costa que nos permitiu descansar as vistas das serras sardas.

Chegámos ao Hotel Lybissonis. Tendo em conta o que temos apanhado na Sardenha, este hotel tem a qualidade preço relativamente bom. Deixámos as malas, orientámos o que queríamos visitar na zona onde iríamos passar os próximos quatro dias e rumámos à praia mais conhecida da zona.

 

La pelosa – Stintino

Para mim, La Pelosa foi a decepção desta viagem. Apesar de termos tido sorte e apanharmos um lugar para o carro numa zona onde não se pagava parquímetro Рjunto a umas vivendas na zona Рa praia estava completamente lotada.

Assim que cheg√°mos √† praia, vimos uns sinais com indica√ß√£o de obrigatoriedade de uso de esteira por baixo das toalhas. Ach√°mos meio estranho e descemos √† praia para ver como as pessoas faziam e efectivamente, todos tinham a esteira e mais, vimos fiscais a rondar a praia para verificar se as pessoas estavam a cumprir a regra. Subimos, compr√°mos duas esteiras nos vendedores ambulantes que est√£o pela entrada da praia e voltamos √†quele que para mim, come√ßou a ser o inferno desta praia. Demos voltas e mais voltas pela praia, perdi as contas √†s voltas que demos a tentar encontrar um metro quadrado de areia livre para estender a esteira que fui obrigada a comprar e… nada!!! A praia estava completamente lotada e a beleza natural que lhe assiste … com isso, j√° come√ßava a desaparecer. Foi mesmo a √ļnica praia da Sardenha que me incomodou por estar t√£o lotada, as pessoas estavam umas em cima das outras parecendo que toda a praia fosse uma √ļnica fam√≠lia. N√£o gostei!

Subimos e tent√°mos uma zona mais rochosa onde n√£o havia areia estendemos a esteira… j√° que nos obrigaram a comprar t√≠nhamos de a utilizar e tent√°mos aproveitar a praia. A √°gua e a vista para a torre conseguiu redimir os pecados da, La Pelosa, mas n√£o me apetecia de todo repetir esta praia.

Essa noite est√°vamos t√£o cansados que pass√°mos o jantar.

 

Gruta de Neptuno

H√° duas formas de chegar at√© √† Gruta de Neptuno – ou descer e subir os cerca de 600 degraus pela encosta ou ir de barco que sai de Alghero e t√≠nhamos muitas d√ļvidas de qual dos m√©todos fazer. Por um lado, quer√≠amos descer a p√© pois as vistas devem ser surreais, mas por outro lado o trajecto de barco tamb√©m nos chamava muito a aten√ß√£o. Fomos a Alghero pedir informa√ß√Ķes e h√° barcos a sair de hora a hora – s√£o 16‚ā¨ do barco mais 13‚ā¨ que temos de pagar em dinheiro na Gruta e n√£o preciso dizer muito mais para perceberem que escolhemos o barco como meio de transporte √† Gruta. A Gruta vale a pena a visita, tivemos visita com guia, mas sinceramente ter ou n√£o ter √© igual pois o grupo √© t√£o grande que n√£o se percebe metade da explica√ß√£o. Em uma hora vimos a Gruta e voltamos de barco a Alghero.

 

Nesse dia almoçamos no Mac, pois queríamos perceber se o menu era adoptado à gastronomia Italiana, mas nop! Havia uns menus mais à base de frango e um flurry de Bacci, nada mais de especial.

 

Bosa

Depois de almoço decidimos ir visitar Bosa, mais uma dica do amigo do B, Francisco Morais. As fotos que vimos na net, fazem-nos lembrar as casinha de Aveiro e como tínhamos tempo suficiente para lá ir, arriscámos. E arriscámos muito bem.

 

√Č preciso uma hora para vencer os 46km que separam Alghero de Bosa… mas s√≥ a estrada j√° vale a pena a viagem. O caminho √© praticamente todo √† beira-mar, e a cada curva acentuada desenha uma paisagem de perder o f√īlego. Fal√©sias que acabam em intermin√°veis tons de azul, entre um oceano e um horizonte que nos fazem querer parar o carro a toda a hora… e n√£o temos pressa de chegar.

 

At√© que cheg√°mos a Bosa e … √© imposs√≠vel ficar indiferente a esta cidadezinha que n√£o sofre de demasiado corrupio de turistas. Estava vazia… poucas pessoas na rua e um calor infernal a temperar. Um quadro pintado entre casinhas de bonecas de um lado do rio, uma ponte com o mesmo nome da ponte de Floren√ßa – Ponte Vecchio e √© uma calma que nos tranquiliza a alma.

 

As casinhas pequeninas e coloridas que vão construindo o morro da cidade, terminam com um castelo emblemático, que é a cereja no topo do bolo. As ruazinhas desta cidade fazem-me lembrar as pequenas ruas espanholas, com calçada, flores nas janelas e trepadeiras nas fachadas. Aproveitámos a tarde para ir para uma praia da zona e decidimos ir para o hotel pela mesma estrada que viemos para podermos aproveitar o final de tarde ainda com o sol no horizonte no recorte daquelas falésias Рmelhor decisão de sempre!!

 

Agriturismo?! Afinal ainda n√£o!

Chegámos tomámos um banho e seguimos para Castelsardo, que fica a cerca de 40 minutos de Porto Torres. A ideia inicial era ir ao Agriturismo, mas estava cheio e reservámos para o dia seguinte. Seguimos para a cidade e por piada fomos ao restaurante Fofó, porque nos fez lembrar o nosso vizinho Fofo РClube Futebol Benfica.

 

Para a entrada pedimos algo pelo qual fic√°mos f√£s por terras sardas, um misto de queijos e enchidos. Para prato principal um Risotto negro divinal … que me faz querer aprimorar os meus risottos l√° de casa. Para sobremesa uma real Crema Catalana, queimada no momento como o nosso leite creme, meio gelada, meio quente… e com uma textura cremosa de fazer salivar s√≥ de lembrar. Passe√°mos por Castelsardo durante a noite, mas fic√°mos com vontade de a conhecer com a luz de dia… amanh√£ seria o dia.

Mais um dia na Sardenha…mais duas praias… ser√°?!

Mais um dia e a praia escolhida para a manh√£ foi Spiaggia di Mugoni… e arrebatou-nos… n√£o quisemos praia da tarde. Esta praia mistura tudo aquilo que eu e o B gostamos, tudo em apenas um lugar – Praia e Campo, juntos. O verde de um lado, os azuis do outro. Nesta praia n√£o fic√°mos na areia branca, que tamb√©m existe, escolhemos a sombra das √°rvores onde as cigarras faziam o seu concerto e onde dezenas de fam√≠lias faziam piqueniques. O parque de estacionamento era pago √† hora (1‚ā¨) e apenas quando sa√≠ssemos o que facilitou a decis√£o de ficarmos por ali o dia todo. Para mim, uma das praias mais bonitas desta zona, mas a preferida viria uns dias mais tarde. Tem uma vista para as fal√©sias que seguem para a Gruta de Neptuno, um mar calmo, quente e cristalino e o som do campo, trouxe-me a paz que se quer num dia quente de ver√£o.

 

Agriturismo… finalmente!

Assim que se chega √† Sardenha √© raro o local onde n√£o se avista uma placa a dizer – Agriturismo. Comecei a ficar curiosa, porque s√£o imensas as indica√ß√Ķes para estes locais e fui pesquisar o que era. Agriturismo √© uma propriedade rural que abre as portas para quem quiser visitar. A nossa experi√™ncia diz-nos que √© melhor fazer reserva, dif√≠cil √© escolher onde ir… porque a oferta √© mesmo muita. O Agriturismo Bedda Ista – foi a nossa selec√ß√£o. Para falar a verdade meti na net agriturismos perto do s√≠tio onde est√°vamos que tivesse porceddu no menu – uma esp√©cie de leit√£o assado em forno de lenha que o B queria experimentar e s√≥ t√≠nhamos visto em Palau a um pre√ßo n√£o muito apetec√≠vel. E apareceu o Bedda Ista e, mesmo n√£o indo a outro para comparar, esta experi√™ncia foi magn√≠fica.

O jantar √© feito com menu fixo e eles preparam a refei√ß√£o tendo em conta o n√ļmero de reservas para essa noite com aquilo que a quinta lhes oferece. O menu custa 33‚ā¨ por pessoa com direito a tudo – entradas (muitas), massas, prato principal, sobremesa, bebidas e caf√© e licores no final.

A experi√™ncia √© fant√°stica, aconselho a todos que v√£o √† Sardenha, o ambiente √© bastante acolhedor e somos recebidos como se f√īssemos da casa. O Bedda Ista tem uma vista para o mar e a cidade de Castelsardo… BRU-TAL. Somos logo recebidos por tr√™s c√£es pachorrentos e um gato que √© mimado pelos irm√£os caninos.

Como as reservas são feitas quase sempre para a mesma hora, as pessoas vão chegando, tiram as fotos da praxe à vista com as cores estivais e vão-se sentando.

Aos poucos, os pratos v√£o aparecendo na mesa, aqui os empregados sabem falar ingl√™s (Thanks God) e explicam-nos os pratos e a sua composi√ß√£o. Confesso que me perdi a meio e veio tanta coisa para a mesa que tive de me levantar … ir l√° fora apanhar ar e voltar para a mesa. Acto que todos naquele jantar fizeram … uns iam fumar outros apenas arranjar espa√ßo para mais alguma iguaria t√≠pica sarda.

O menu varia consoante o que a quinta tenha na altura que a visitem, mas o que nos disseram é que fazem sempre grande parte dos principais pratos típicos sardos. Nós tivemos sorte e vieram para a mesa todos eles. Veio o zuppa gallurese que é um pão envelhecido com caldo de carne e pecorino sardo, os culurgiones, um ravióli de queijo com menta Рpara mim o melhor de sempre, e aquele prato que nos tinha feito chegar até ali Рo porceddu, porco assado no espeto com batata. No final as seadas, pastel de queijo com mel, que já havia experimentado, mas não fiquei fã.

Tudo o que √© servido no Agritutismo foi cultivado ou feito por ali: o vinho, o azeite, os legumes, a massa, o queijo pecorino e aconselho a programarem bem o dia que v√£o visitar um… e que levem fome… muita fome!! E mais do que a experi√™ncia gastron√≥mica √© uma visita √† vida rural que contrasta com as praias que tantos conhecem na ilha. Fiquei com vontade de experimentar outros Agriturismos para ter forma de comparar, mas infelizmente j√° n√£o conseguimos.

Mais um dia… mais duas praias… afinal Sardenha √© para amantes disso mesmo

A praia da manh√£ deixou muito a desejar… foi apenas mais uma praia e n√£o nos encheu o cora√ß√£o (j√° com as expectativas muito elevadas)… a da tarde foi um sonho Sardo. Para mim… a melhor praia da zona. Rena Majore, esta praia √© de dif√≠cil acesso, daquelas que tens de descer (e subir) uma fal√©sia, semelhante √† Praia da Am√°lia em Portugal. N√≥s fomos de chinelos, mas quem for prevenido com uns t√©nis √© a melhor op√ß√£o. Assim que desces aquele declive todo… percebes porque √© de dif√≠cil acesso… o para√≠so n√£o √© para todos.

Foi daquelas de ficar at√© o sol se p√īr, mas foi tamb√©m onde fiquei com a pior recorda√ß√£o da Sardenha. Foi aqui que fui picada por uma medusa… e que me deixou marcas… mas as dores (horr√≠veis por sinal) n√£o estragaram o dia naquele para√≠so, afinal era a nossa √ļltima praia em Porto Torres e t√≠nhamos fechado a selec√ß√£o em grande.

Olbia à vista

As f√©rias estavam a terminar e escolhemos passar a √ļltima noite perto do aeroporto para n√£o termos de fazer uma viagem de muitas horas antes do voo que sai cedo. Escolhemos o Geovillage Sport & Wellness Resort, este era um dos Resorts que nos aconselhavam atrav√©s das ag√™ncias de viagens e decidimos reservar porque fica a 15 minutos do aeroporto e porque a nossa ideia era descansar no √ļltimo dia, aproveitar o Spa, a piscina…

…N√£o aconteceu!

Fomos experimentar mais duas praias em Olbia, a Spiaggia Bianca, que por acaso o hotel onde ficamos tem um shuttle directo para lá e a Spiaggia Pittulongu.  A primeira ganhou.

Jant√°mos pela cidade, compr√°mos uns souvenirs e chor√°mos porque estava a acabar.

Foram cerca de 2356km pelas estradas da Sardenha numas férias que ficarão para sempre marcadas na minha memória.

Para mim:

  • Melhor praia: N√£o consigo escolher uma – Cala Brandinchi, Cala Capriccioli (Il Pirata), Rena Majore e Mugoni.
  • Melhor restaurante: ¬†Del Porticciolo e Agriturismo Bedda Ista
  • Melhor hotel: Grand Palau Hotel
  • Melhor zona: Palau
  • Melhor experi√™ncia: Cruzeiro do Golfo di Orosei e ao largo de La Maddalena e a experi√™ncia gastronomica no Agriturismo.

E assim terminam as nossas f√©rias de Ver√£o 2019. Para quem est√° a pensar visitar a Sardenha e tiver oportunidade, n√£o se fiquem apenas por uma zona. Cada peda√ßo desta ilha tem a sua magia… descubram-na.

E se ainda tiveres tempo:

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