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Roteiros

Sardenha: De destino non grato a local de sonho

Férias 2019, quando o tema é férias… a coisa torna-se sempre complicada e este ano não foi excepção. A escolha do destino é sempre uma aventura e este ano tinha idealizado umas férias de sonho em S. Tomé e Príncipe. Após várias pesquisas, já tinha o itinerário idealizado e cheguei até a falar com pessoas que conheço e que já lá tinham estado e, outros que moram lá, para me acompanharem no processo… primeiro e único problema, os preços com Príncipe em Agosto estavam ao nível de ter de vender um rim para embarcar e… como eu espero que ele me acompanhe por muitos e longos anos… não desperdicei esse órgão e escolhemos outro destino. Vimos vários… e confesso que estivemos a um passo de voltar a Bali, mas como o B tem medo de lá voltar e eu ficar por lá de vez, prontificou-se a arranjar solução. E arranjou, eu é que não fiquei convencida. Desta vez ficou por conta dele, ele viu vôos, hotéis, locais a visitar… desta vez decidi não ver nada, apenas pesquisei algumas coisas na última semana, talvez por birra… talvez não, admito por birra, mesmo…

…Sardenha não me convencia

Para mim Sardenha nunca foi opção de férias… nunca imaginei ir só ali à Europa e conseguir ter águas quentes, praias paradisíacas, boa vibe… tudo o que eu preciso no mês de Agosto, e não é que me calou de vez. Sardenha é as Caraíbas da Europa… mas em bom (quer dizer… mais ou menos). Vamos lá então… fecha os olhos, dá-me a mão… e entra comigo nesta aventura.

 

1º dia de viagem – Budoni

O primeiro dia não conta muito, foi passado praticamente em vôos. Apesar de haver vôos directos de Lisboa – Olbia os nossos vôos foram via Estugarda. Os vôos para os dois comprados com alguma antecedência ficaram a 500€, ida e volta. Apanhámos o vôo às 9h30 da manhã e chegámos a Olbia às 16hrs. Duas horas para levantar o carro em plena torreira do sol. Todos fazem o mesmo, saem do avião e corre tudo para as empresas de aluguer de automóvel. O nosso já estava reservado, mas tens sempre de ir para a fila. Chave de um Fiat 500 na mão (tinha de ser) e rumámos ao primeiro hotel.

Hotel Castelo na vila de Budoni. A hotelaria na Sardenha é uma autêntica bosta. Um 3 estrelas está ao nível das nossas pensões e pelo que temos percebido a maior parte das pessoas fazem turismo de aluguer de casa. Nós queríamos fazer várias zonas da ilha e por isso não era uma boa opção para nós. O hotel não é nada de especial, mas tem cama e wc e pelo tempo que íamos passar no hotel para nós chega. Metemos as malas e fomos jantar ali por perto. Il Cole um restaurante com vista para o mar, bem agradável. Fomos passear um pouco por Porto Ottiolu, tem uma marina, um cem número de restaurantes… todos pizzerias, aqui todos os restaurantes são pizzerias… restaurante de peixe… pizzeria, restaurante de marisco… pizzeria e em muitos sítios sente-se um cheiro intenso a lareira… dos fornos a lenha. Depois de um pequeno passeio fomos para o hotel que estávamos estafados e queríamos aproveitar o dia seguinte.

Cala Brandichi e La farfalle

Este dia estava pensado fazer uma praia de manhã e outra à tarde, aliás queremos tentar fazer isso várias vezes para aproveitar bem o tempo, e assim fizemos. Por sugestão do meu amigo Paulo Silva que viu pelas stories do insta que estava por aqui, sugeriu-me Cala Brandichi e Cala Coda do Cavallo. E assim foi, de manhã Cala Brandichi foi uma boa aposta para mudar a minha ideia de Sardenha e parar com a birra. 🙂 A praia é estreita e pequena para a enchente de Agosto, o parque é 2,5€ à hora, mas vale cada cêntimo (em Portugal não dou 1 cêntimo em parques de estacionamento das praias). Até agora foi a praia com mais serviços – um bar todo fino, casas de banho limpas, chuveiros (pagos) e uma zona para aluguer de espreguiçadeiras com relva – a mais in que vimos, areia branca fina e água quente – TOP.

Depois de pagarmos 7,5€ pelo parque, rumámos à Cala Coda do Cavallo. Infortúnios de Verão, tinha havido um acidente à entrada do parque. As estradas são muito estreitas e há curvas apertadas. Um acidente entre dois carros que bateram de frente e um deles caiu para a ravina ficando preso nas árvores… este acidente fez-nos mudar de praia e fomos para a La Farfalle. O parque com preço fixo fez-nos pensar duas vezes – 10€?! Comassim? Vamos dar uma volta para ver se encontramos um lugar fora do parque… mas rapidamente mudámos de ideias quando vimos todos os carros com um “bilhetinho” no para-brisas – o que me fez lembrar uma história do meu amigo Samuel que cá esteve ainda este ano. Demos meia volta e fomos para o parque. A praia também tem um bar, mas não tão fashion como o da Cala Branchini. A praia é pequena mas tem uma vista linda pois fica de frente para a lha Tavolara, um enorme bloco branco que se ergue no horizonte.

Depois do primeiro escaldão, passamos num supermercado para comprar o almoço do dia seguinte, seguimos para o hotel tomar um banho e fomos jantar a San Teodoro num restaurante típico Sardo. Vou sair daqui com 100kg, esta gastronomia mata-me, pastas, pizzas, mil queijos diferentes, presuntos, chouriços… gelados artesanais… pouuff…

Um começo de dia “atribulado”

Este dia não começou fácil. De Budoni a Orosei foi uma hora de caminho, o barco partia às 10 horas e até chegámos a tempo disso. Primeiro obstáculo do dia, apesar de teres MB, não estava a funcionar. Depois de dizerem que esperavam por nós, fomos à vila levantar dinheiro. Mas entre o chegar à vila com trânsito, pagar e ir para perto do porto arranjar estacionamento para o carro, passou meia hora e já não podiam esperar mais e o barco arrancou sem os melhores tripulantes que podiam ter tido. Quando já pensávamos… bem vamos ficar aqui pelas praias, a senhora da agência de turismo ficou preocupada connosco e aconselhou-nos a ir directamente para Cala Gonone que dali saiam muitas embarcações a várias horas do dia. Bora então, mais uma hora de caminho.

Chegámos e o que não falta ali são opções para fazermos um dia de barco pelo Golfo di Orosei, e aviso já, passam um dia incrível. Existem diversas operadoras e tipos de embarcações que fazem o passeio a partir de Cala Gonone. Para contratar é muito fácil, por todo o lado existem barraquinhas com oferta de passeios a sair a todas as horas. Os preços variam consoante a época do ano. Têm a opção de irmos em barcos grandes, em média com 40 pessoas. A principal desvantagem é que devido ao seu tamanho não pode ancorar em todas praias. As praias mais pequenas paramos só para tirar fotos, mas foi esta a nossa opção, pagámos 40€ por cada um, mais 2 € em dinheiro para taxa ambiental. O barco que íamos apanhar em Orosei era dos médios, com condutor. Neste tipo de passeio a embarcação é tipo um bote onde cabem em média 10/12 pessoas. Essa opção é parecida com a anterior, só que para em todas as praias. E ainda… aquilo que eu queria mesmo, mas não consegui convencer o B desta vez – aqui, para pilotar barcos pequenos com motor até 40hp, não é necessário licença marítima. O que faz com que qualquer um possa alugar um barco para pilotar sozinho. Era mesmo isto que eu queria, ser Capitã por um dia e fazer o meu passeio para onde quisesse. Sonho adiado, o B não achou muita piada, diz que não conhecíamos as “estradas” e não sabe tratar de um barco. Boring!!

Cruzeiro Golfo di Orosei

Fomos então no primeiro barco que saía, já não conseguimos ir à Gruta Blu Marino porque aquilo é gerido pelo município e fechava para almoço (?) e já não quisemos ir ao final do dia porque queríamos aproveitar as praias.

O Golfo di Orosei é uma série de montanhas ao longo da costa oeste central da Sardenha. O vislumbre das imponentes montanhas ao lado do mar é uma coisa sem explicação. Fiquei completamente presa àquela paisagem, que ignorei as 69 máquinas fotográficas que possuímos para gravar aquilo tudo na minha memória. As inúmeras grutas que se avistam, as diversas tonalidades de azul de um mar inigualável, que nem nas Maldivas vi tantas cores juntas, e as pequenas grandes enseadas paradisíacas… Acredita, esta zona não tem qualquer explicação possível, só estando lá a viver aquilo para perceber aquela beleza natural.

Fizemos o cruzeiro por toda a costa até Calla Goloritzé – uma praia espectacular com uma abertura na rocha que a caracteriza. Esta praia é reserva natural, não é possível parar o barco na areia e só é permitido ancorar a 300 metros de distância. Existe também acesso através de um percurso terrestre, mas para descer a encosta o percurso dura cerca de 1 hora e meia e para subir duas horas.

Parámos na Spiaggia dei Gabbiani, durante cerca de duas horas. A praia é linda, mas tem pedra em vez de areia e estava cheia. À medida que os barcos vêm buscar grupos de pessoas, a praia vai vazando. Ficámos ali a aproveitar aquele paraíso até nos virem apanhar e levar até Cala Luna, onde passariam barcos de meia em meia hora para recolher pessoas. Em comparação com todas as praias que vimos no Golfo de Orosei, a Cala Luna é a maior e tem umas grutas enormes para explorar, tem uma espécie de ribeira e vegetação, vale bem a pena visitar.

Pelas 18h30 apanhámos o barco de regresso (o último é às 19h30) e rumámos ao hotel para tomar um banho e ir jantar. Como o jantar já ficou um pouco tarde fomos a jantar a Porto Ottiolu e quisemos experimentar as pizzas deles. São boas e posso dizer-vos que temos andado enganados no que toca a Cappucinos, Tiramisus, Pannacotas e molhos de massas, aqui é tudo muito melhor. 🙂

Rumando a Sul

Quarto dia de viagem, deixamos Budoni para trás e rumamos a sul, para Muravera. Meter as nossas malas dentro de um Fiat 500 torna-se uma aventura, mas como estamos só os dois, o acento de trás serve para levar uma mala e a mini bagageira as restantes mochilas. Duas horas de caminho por estradas e paisagens de sonho, ora estás no meio da serra e apenas vês montanhas quando de repente cruzas uma curva e deparaste com um mar sem fim com tons de azuis inimagináveis com pequenas ilhotas a compor a moldura… lindo!

Chegando a Muravera, era muito cedo para o Check-in no DomusElvira e fomos pedir para nos guardarem as malas para irmos descobrir aquela zona… depará-mo-nos com uma simpatia que já não estávamos habituados. O quarto estava a acabar de ser limpo, deixaram-nos entrar mais cedo, metemos as coisas, pedimos algumas indicações e saímos. Comunicar com eles tem sido um desafio. EU não percebo um cu do que eles dizem, (e não me venham dizer que Italiano é parecido a Espanhol, porque não em nada que ver) e eles falam pouco ou nada de inglês (com excepção da Sra. da DomusElvira que fala perfeitamente), tentam ao início, mas rapidamente mudam o chip para Italiano novamente, portanto tem sido uma aventura gira.

Costa Rei e Villasimius

Quando estava a pedir indicações à senhora ela perguntou-me “Querem praias para explorarem mais selvagens ou praias como as Maldivas!?” e eu quando a ouvi comecei a rir (a miúda estúpida) e disse “A que recomendar!” e ela falou-nos de Costa Rei e fomos só verificar… que eu sou mesmo uma atrasada mental. As praias são mesmo ao nível das Maldivas nesta zona. A areia é branca e fina, as águas quentes e cristalinas fizeram com que levasse a maior chapada de luva branca desde que cheguei aqui à ilha. A partir daqui.. deixei de subestimar a Sardenha.

Seguindo a regra, uma praia de manhã e outra à tarde, o B queria ir visitar a Spiaggia di Punta Molentis, perto de Villasimius, mas quando lá chegámos havia fila para entrar, então fomos mesmo para a praia de Villasimius. Nesta praia ouve um mix feeling. A praia é grande e boa, mas numa zona central havia algas como no México, uma grande concentração de algas pretas, mas que é facilmente contornada com uma caminhada mais para sul. O sitio onde ficámos era mar limpo e cristalino com um pouco de ondas… mas nada muito forte. Daqui tive de ser levada embora arrastada e bastante enrugada. Todo o tempo que tivemos na praia, que não foi pouco, fiquei sempre na água, nunca sai. A água estava espectacular.

No regresso, já passavam das 17h, quisemos passar novamente pela Punta di Molentis para ir visitar, mas pagava-se 10€ pelo carro, mais 1€ por cada ocupante e então demos meia volta, e casa. Banho e jantar em Cagliari, a uma hora de caminho de Muravera. Esta viagem foi difícil porque apanhámos as pessoas a saírem das praias e havia um trânsito esquisito de ficamos parados no meio de rectas enormes. Ah, as estradas não se pagam, não existem portagens e até são boas. Fizemos reserva num restaurante que vimos no tripadvisor, Kasteddu. Eu ia para um risotto que é o que me falta experimentar, mas já não havia arroz, então ficá-mo-nos os dois por Taggliatelle com Lagosta que ele comem aqui muito, e, Pannacota… divinal. Agora sim, estou a descobrir novos sabores italianos. Restauração e hotelaria é algo que falta aos Sardos. São meio brutos com os turistas e falta-lhe aquele je ne sais quoi…
Demos uma volta pela cidade, aqui já se vê a coisa mais industrializada.. McDonalds e tudo! LOL Não achei maravilhoso, confesso. Após um passeio pela capital, rumámos ao hotel para descansar que amanhã seguimos para Cabras.

Até agora fizemos o que está anotado no mapa…Fica por ai que vou dando mais noticias e segue-me no instagram para acompanhares as stories.

 

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