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Onde Quando e Como eu Quiser …

Estive √† conversa com o ūüíä Jo√£o Pico ūüíäe o resultado foi este… carrega no v√≠deo para assistires.¬†

Apesar de quase ter tido um AVC assim que as luzes se acenderam, o profissionalismo do Jo√£o fez com que a minha guarda baixasse e a conversa fluiu. Abord√°mos temas como o passado e o futuro da internet, dos media, da educa√ß√£o, do jornalismo e da sociedade. Fal√°mos de tecnologia e de pessoas…

Numa altura em que todos nos questionamos como vai ser esta fase p√≥s-Covid, fiquei com vontade de falar mais sobre … que mudan√ßas que nos esperam a partir daqui?!


Estaremos preparados para o que aí vem?

Hoje, 4 de Maio – May the fourth – que excelente dia para que a vida (re)comece a sua atividade, mas muito lentamente.

O Conselho de Ministros anunciou no passado dia 30 de Abril quais os setores comerciais que retomam a atividade com normas de segurança, para combate à pandemia do covid-19, a 4 e 18 de maio e 1 de junho. Alguns setores tiveram apenas quatro dias para que as empresas se preparassem para este novo mundo…

 

Estamos realmente preparados para o que aí vem a seguir? O que vai mudar no consumo dos portugueses pós-pandemia?

Eu posso falar por mim, a minha experiência diz-me que daqui para a frente vou apostar muito mais no comércio local. A vida nestes 52 dias em casa mostrou-me (ainda mais) que temos de ajudar os mais pequenos a sobreviver a esta crise que se avizinha.

Segundo um estudo da Boutique Research, realizado em parceria com a Netquest surgem 5 tendências:

  1. ¬†O retorno aos espa√ßos p√ļblicos ser√° feito a medo: 62% n√£o ir√° de imediato viajar de avi√£o, 65% deixa tamb√©m os concertos e festivais para mais tarde, 57% n√£o pretende regressar aos gin√°sios numa fase inicial e 60% dispensa os hot√©is. No mesmo sentido, 45% dos inquiridos n√£o quer ir a um centro comercial. Por outro lado, espa√ßos ao ar livre com praia ou jardins, lojas de rua e esplanadas dever√£o sentir um regresso √† normalidade mais r√°pido.
  2. Aumento imediato mas pontual das compras em alguns sectores ‚Äď 95% dos portugueses anseia comprar um produto ou servi√ßo quando acabar a quarentena. √Č mais sentido junto da restaura√ß√£o: 63% quer ir a um restaurante ou caf√©, 51% quer ir ao cabelereiro/manicure/barbeiro, 41% quer ir ao m√©dico e 40% quer marcas f√©rias em Portugal.
  3. Manutenção de alguns hábitos de compra adquiridos durante a pandemia. 69% dos inquiridos passou a estar menos tempo no supermercado e 38% tenciona manter este hábito; 37% passou a não tirar os produtos das prateleiras e voltar a colocar e 24% pensa continuar assim depois da pandemia. O estudo mostra ainda que 43% das pessoas passou a comprar o máximo possível no mesmo supermercado e que 23% pretende manter este comportamento, entre outros.
  4. Estar mais tempo em casa desperta a vontade de remodelar. Para 46% dos entrevistados, a quarentena fez com que queiram fazer pequenas altera√ß√Ķes em casa, nomeadamente pintar (45%), comprar artigos de decora√ß√£o (25%), renovar mobili√°rio (30%), renovar casas de banho (26%) e renovar a cozinha (20%).
  5. As compras on-line passaram a abranger mais categorias. Embora não se tenha assistido a um grande aumento da penetração das compras on-line neste período (apenas 2% refere ter feito a sua primeira compra durante o confinamento), verifica-se a entrada de novas categorias: 22% diz ter passado a comprar on-line categorias que nunca tinha comprado). Entre estas destacam-se os alimentos frescos (31%), os medicamentos (29%) e a comida pronta/take-away (28%).
    Fonte: marketeer.pt

Concordo com as tend√™ncias deste estudo, identifico-me com grande parte delas. Acredito que o retorno tem de ser feito com muito cuidado, com novos h√°bitos de vida e creio que daqui em diante vou ter muito mais aten√ß√£o a todos os meus passos enquanto consumidora. Para al√©m da restaura√ß√£o, que √© um sector que me toca pessoalmente pois o neg√≥cio de fam√≠lia encontra-se em risco, o turismo e a cultura s√£o os meus sectores de destaque e para os quais vou tender a tentar¬†ajudar de qualquer forma. Nem sei como ser√£o as f√©rias este ano, mas acabou-se o sonho de ir at√© ao outro lado do mundo! Este ano, se houver condi√ß√Ķes para f√©rias, com toda a certeza ser√£o passadas em Portugal. ¬†N√£o fa√ßo ideia como tentar√£o manter o distanciamento nas salas de espect√°culos, mas vou estar atenta para que assim que seja poss√≠vel e seguro consiga voltar √†s salas e ajudar as produtoras nacionais.

Quanto aos bens de consumo, posso dizer-vos que esta pandemia alterou e muito os meus h√°bitos. Normalmente ia √†s grandes superf√≠cies fazia uma compra que me dava normalmente para (quase todo) o m√™s e ia gerindo as faltas que houvessem… desde 13 de mar√ßo, tudo mudou!

Eu moro a dois passos de um mercado e nunca tinha l√° ido fazer compras. Assim que fic√°mos em casa, foram os pequenos comerciantes desse mercado que se disponibilizaram a vir √† minha casa e que, quase diariamente me carregam o frigor√≠fico e a despensa com os produtos mais frescos de sempre. Carne, peixe, charcutaria, padaria, mercearia… nunca me faltou nada! Fui sempre atendida com a maior das simpatias, eram eles pr√≥prios que me diziam “Menina, n√£o se preocupe, fique em casa que n√≥s tratamos de si!” – quando eu me sentia uma atrasada mental por n√£o sair do pr√©dio e passar apenas uma estrada para ir at√© eles. Depois desta simpatia e disponibilidade, e de perceber que os alimentos s√£o sem d√ļvida de melhor qualidade, mais frescos e de origem nacional… faz sentido voltar ao mesmo? Para mim, n√£o! Vou continuar a ir a quem me atendeu t√£o bem nesta fase menos positiva, vou continuar a ajudar o pequeno com√©rcio e a comer melhor.

Todos n√≥s vamos mudar os nossos h√°bitos depois destes, mais de, 50 dias de confinamento… √© imposs√≠vel permanecermos os mesmos depois disto.

E tu? J√° pensaste o que mudou na tua vida com o Covid-19?

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