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O Toucinho
Lifestyle Restauração

Ganda Pedra!

Eu faço 100km para sentir aquela sensação maravilhosa de ter o estômago aconchegadinho

Lisboa e Almeirim estão separados por 100km de distância. Uma hora de caminho até chegar ao melhor restaurante da tão conhecida, Sopa da Pedra – O Toucinho.

Em Almeirim, a oferta é vasta e bastante boa. Existem inúmeros restaurantes com a famosa Sopa da Pedra, cabeça de cartaz desta região do país. A Sopa da Pedra, sendo um dos pratos típicos da Região Ribatejana e um dos ícones da cozinha tradicional, foi um dos pratos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.

Mas voltando ao que me faz correr para o ginásio com a  maior das culpas na alma, O Toucinho.  Este espaço carrega nos ombros a tamanha responsabilidade de ser o Pioneiro da Sopa da Pedra, desde 1962. O espaço é composto por três salas gigantes, todas elas decoradas com adereços tauromáquicos e completamente cheias, aliás se forem durante o fim-de-semana aconselho que façam reserva, pois o restaurante está sempre sobrelotado.

O toucinho

Almeirim é provavelmente a melhor opção para um repasto à boa maneira ribatejana

A Sopa consistente e rica, feita à base de carne, enchidos, feijão, batata e uma mão cheia de segredos deliciosos, transporta-te a cada colherada a uma viagem de ida e volta ao céu. Esta comida é daquela que te abraça, que te aquece, que te aconchega e te reconforta. O teu coração vai ficando a cada colherada, mais molinho, cheio e carinhoso… é impossível ficar indiferente. E sim, existe uma pedra real no final do tacho da Sopa da Pedra.
 

E a Caralhota?!

O Toucinho oferece ainda a cereja no topo da Sopa!
Numa casa Portuguesa fica bem, pão e vinho sobre a mesa…! O pão do Toucinho é feito em casa. Assim que entram no espaço podem assistir à confecção do pão em forno a lenha. Este pão que tem reputação pelo mundo fora é conhecido pelo fantástico nome de Caralhotas. O pão vem quente para a mesa, a estalar e é impossível ficar apenas por um cesto daquela pequena maravilha.

 A Caralhota A Caralhota

Outros pratos

Como bons Portugueses, não nos ficamos apenas e só com uma Sopa aconchegante, na nossa visita ao Toucinho, deixámos ainda um espacinho para a deliciosa, Carne de Matança, uma carne grelhada com miudezas cortada em pedaços temperada com alho, cebola, azeite, vinagre, sal e pimenta. Uma pequena maravilha e explosão de sabores com o melhor tempero de sempre. Para além dos famosos grelhados no carvão, o Toucinho também tem Bacalhau à Lagareiro e outros pratos de peixe. Um espaço que merece sem dúvida alguma uma, duas… ou até dezenas de visitas ao longo da vossa vida. Todos nós queremos estômagos aconchegados e comidinha que nos abraça.

Carne da Matança

A Lenda da Sopa da Pedra – O conto que faz a Sopa

Tal como quase todos os costumes, tradições e também gastronomia regional, a Sopa da Pedra tem uma lenda associada.

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, não lhe quiseram dar esmola. O frade estava a cair com fome, e disse:

Vou ver se faço um caldinho de pedra!
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.
Perguntou o frade :
Então nunca comeram caldo de pedra? lhes digo que é uma coisa boa.
Responderam-lhe :
Sempre queremos ver isso!
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu :
– Se me emprestassem um pucarinho.
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
– Agora, se me deixassem estar a panelinha ao das brasas.
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, tornou ele :
– Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via. Dizia o frade, provando o caldo :
Está um bocadinho insosso. Bem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e afirmou :
– Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras.
O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.
Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade :
– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça.
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era uma regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:
– Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade :
– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

Fonte: Câmara Municipal de Almeirim

E se ainda tiveres tempo:

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