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Roteiros

Estrada Nacional 2 – Day 4

Quarto dia na Estrada Nacional 2– 28 de Abril de 2019

Mais um objetivo cumprido e ultrapassado РEstamos a dormir nas Termas de Ṣo Pedro do Sul.

Se ontem estávamos cansados, hoje estamos completamente mortos! O dia de hoje foi uma autêntica loucura. Sendo Domingo, a maior parte dos Postos de Turismo estão encerrados, o que fez com que andássemos feitos loucos pelas localidades a correr atrás de carimbos para o Passaporte. Postos de turismo, Câmaras, Restaurantes, Bombeiros valia tudo… só não valia abandonar o local sem a recordação no Passaporte. No dia de hoje o objetivo alterou-se para… “Não vamos embora daqui sem marcar a localidade”. Cada objetivo proposto, uma luta para o atingir.

Cansados mas cada vez mais ricos, com o que esta viagem nos está a oferecer, consigo gostar cada vez mais deste meu País. As pessoas com quem nos temos cruzado e trocado experiências, as tão distintas paisagens que estamos a ter a sorte de contemplar, a gastronomia tão rica e tão diversa, fazem-nos sentir um imenso orgulho. À medida que os dias passam temos cada vez mais a percepção de que esta Rota está cada vez mais conhecida e é já uma marca do nosso Portugal. Durante o dia de hoje percorremos 9 localidades: Pedrógão Grande, Góis, Lousã, Vila Nova de Poiares, Penacova, Mortágua, Santa Comba Dão, Tondela, Viseu.

Imagens que doem

Saímos bem cedo da Sertã, respirámos fundo e enfrentámos um troço que se previa ser um dos mais difíceis desta Rota – rumámos a Pedrógão Grande. Dois anos depois, posso dizer-vos que aquela paisagem ainda carrega muita mágoa e a tragédia ainda está muito presente em cada rosto daquelas pessoas. Carimbo recebido, rumámos para o trajeto mais longo do dia, aquele que uniu duas localidades com mais km para percorrer entre si.

Montes e vales que enchem o coração

No trajeto mais longo do dia, tivemos a oportunidade de contemplar paisagens que enchem a vista e o coração. Apetece parar o carro e cravar na memória cada pixel desta viagem, para todo o sempre. Este país É LINDO! Góis foi uma verdadeira surpresa, é uma vila muito fofinha e tivemos a oportunidade de privar bastante tempo com a Senhora do Posto de Turismo, dando-nos pormenores de costumes e tradições que fizeram com que ficássemos com vontade de voltar e ficar uns tempos por ali. Na altura da concentração seria uma excelente ideia – de 15 a 19 de Agosto e poderíamos aproveitar e conhecer melhor as aldeias de xisto. Após uma valente conversa, tínhamos que voltar ao caminho, Lousã fica um pouco desviada da EN2, mas vale muito a pena. Podem visitar o Castelo que foi requalificado para valorizar a oferta turística do concelho.

Terras da Chanfana

Em Vila Nova de Poiares, começou o nosso filme em busca dos carimbos para o Passaporte. Os locais para carimbar eram na Câmara Municipal, no CCP – Centro Cultural de Poiares ou no Café Central Bar. Os dois primeiros estavam fechados e o Café Central apenas abria às 16hrs. Demos uma volta pela vila, mas estava tudo fechado e decidimos almoçar no único restaurante que encontrámos aberto – Portas da Vila. Como não queríamos sair dali sem a recordação no Passaporte, perguntámos no restaurante se nos podiam carimbar. Veio o dono do estabelecimento falar connosco, para perceber de que passaporte se tratava pois iam lá imensas pessoas perguntar pelo carimbo e ele desconhecia do que se tratava. Tirou uma data de fotos ao nosso passaporte e ficou de ir falar à Câmara pois é um ponto de passagem de muitas pessoas e devia estar na Rota.

Este é um ponto interessante para as Câmaras terem em conta. Em muitas localidades apenas colocam o Posto de Turismo como local a receber o carimbo e muitas vezes os viajantes chegam a horas em que está fechado e existem locais e podem sempre carimbar como os Bombeiros, estabelecimentos de restauração e alojamento, entre outros.

Barriga cheia e de carimbo no bolso rumámos a Penacova e depois Mortágua. Em Penacova, terra da lampreia, aproveitámos por ficar ali à Beira Rio a ver a majestosa Livraria do Mondego – composição de pedra que faz lembrar um amontoado de livros numa estante. Em Mortágua tivemos muita dificuldade em encontrar um local para nos carimbar o Passaporte. Chegámos até a ir à Casa do Benfica (o único estabelecimento que se encontrava aberto) para ver se tinham um carimbo ou um autocolante, mas só conseguimos a recordação no Quartel dos Bombeiros.

O mesmo se passou em Santa Comba Dão e Tondela. Percorremos tudo nestas vilas, até fomos aos centros culturais, mas por ser Domingo era difícil ver pessoas na rua e estava tudo fechado. Cheguei a comentar que parecia aquelas terrinhas em Espanha na hora da sesta. Em Santa Comba Dão conseguimos carimbo na Casa do Benfica e em Tondela nos Bombeiros que também eles, ao saberem da nossa história, ficaram com vontade de fazer a EN2.

 

O dia terminou na cidade de Viriato

Acabámos o dia em Viseu. Chegámos ao Posto de Turismo às 17h33 e fechava às 17h30… aiiiii malvados… tivesse chagado mais cedo, já estava fechado. Fomos ao Museu História de Viseu e Museu Grão Vasco e não podíamos perder o Cava de Viriato. Achei Viseu lindíssimo e fiquei com vontade de vir aqui passar mais tempo. Apanhámos também tudo fechado, queríamos ir para um café ver o jogo mas acabámos por desistir de deambular porque mesmo no centro, foi impossível arranjar algo.

Como amanhã o dia tem de começar em São Pedro do Sul, ficámos a dormir nas Termas de São Pedro do Sul, na Quinta Chão do Rio. Uma casa com vários quartos e com pequeno almoço incluído, por 40€ não pedíamos mais. Temos vindo a ter cada vez mais dificuldades em encontrar local para ficar, à medida que cada dia passa, mais difícil tem sido. Esta Quinta está mesmo no Centro das Termas. Fomos jantar uma deliciosa e tenra Posta Mirandela na Adega do Ti Joaquim e ainda passeámos a pé pela vila ao som do Rio Vouga.

 

Dia 4 – Pedrógão Grande – Góis – Lousã – Vila Nova de Poiares – Penacova – Mortágua – Santa Comba Dão – Tondela – Viseu = 126 Km.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 3 – Viana do Alentejo – Montemor-o-Novo – Coruche – Mora – Avis – Ponte de Sôr –
Abrantes – Sardoal – Vila de Rei – Sertã = 211 km

Dia 2 – Loulé – Almodôvar – Castro Verde – Aljustrel – Ferreira do Alentejo – Alcácer do Sal = 195km

Dia 1 – Lisboa – Faro (A2) – Faro – S. Brás de Alportel N2 – (17km)

 

O objetivo é amanhã chegarmos a Chaves e dormirmos por lá.  Fiquem atentos para saberem se amanhã cumprimos este objetivo e se temos de andar à cata de carimbos substitutos.

Podem continuar a seguir todo o percurso no meu instagram.

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